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quinta-feira, 2 de junho de 2016




Comunicamos a todos os nossos seguidores e entusiastas de Empreendedorismo e Inovação Sustentáveis que estamos lançando a revista acadêmica da Cátedra Ozires Silva.

A Revista de Empreendedorismo e Inovação Sustentáveis (REVISE) é um periódico para publicação de trabalhos acadêmicos como: 


  • Artigos teórico-empíricos ou desenvolvimentos teóricos; e 
  • Resenhas de Revisão de Obras, Relatos de Experiências e Estudos de Caso e de propostas de Ensino. 
Sobre os temas Empreendedorismo e Inovação Sustentáveis, conforme o escopo e metodologias definidas nas regras de submissão.

A REVISE terá fluxo contínuo para submissão de trabalhos. 
Nossa meta é lançar o primeiro número da REVISE dia 01/08/2016.
Para isso contamos com a sua contribuição como autor e/ou revisor de artigos.

Estaremos a disposição para sanar quaisquer dúvidas e encaminhar mais informações.
"Podemos sacolejar o país e transformá-lo para que seja diferente do que é hoje." (Ozires Silva, 2014)
Cordialmente,
Luciano Minghini
Editor REVISE

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

8ª Prêmio Ozires Silva de Empreendedorismo Sustentável divulga vencedores 2015.








Na última quarta-feira (11), ocorreu a cerimônia de entrega do 8° Prêmio Ozires Silva de Empreendedorismo Sustentável. A premiação visa reconhecer os melhores projetos de empreendedorismo e sustentabilidade do Brasil, sempre buscando incentivar práticas e ideias que contribuam para o desenvolvimento da sociedade.

Ao todo, foram 87 projetos de pequenas, médias e grandes empresas, pessoa física (Plano de Negócios) e comunidade acadêmica, inscritos nas categorias Empreendedorismo Econômico, Ambiental, na Educação e Social.




De acordo com o presidente do ISAE/FGV, Norman de Paula Arruda Filho, “o conjunto das iniciativas destacadas pela premiação traz, com certeza, uma mudança importante de paradigmas. É isso que buscamos”. O patrono do prêmio, Dr. Ozires Silva, também esteve presente para acompanhar a cerimônia. Ele, que é fundador da Embraer e ex-ministro da Infraestrutura, dá título ainda a Cátedra no ISAE e destaca-se por sua contribuição no desenvolvimento da indústria aeronáutica brasileira.

Durante o evento, foi lançado também, o livro “Economia Criativa: Inovação, Cultura, Tecnologia e Desenvolvimento” uma produção da Cátedra Ozires Silva de Empreendedorismo e Inovação Sustentáveis. Na obra, uma coletânea de 10 artigos, inspirados nas palavras-chave da temática, tentam esclarecer o que vem a ser Economia Criativa

O 8° Prêmio Ozires Silva de Empreendedorismo Sustentável 2015 foi realizado pelo ISAE/FGV em parceria com Grupo Paranaense de Comunicação (GRPCOM) e tem apoio do SEBRAE/PR, ITAIPU, Prefeitura de Curitiba, Capítulo Brasileiro do Pacto Global e Pixel Soluções Audiovisuais. 

Confira a lista dos premiados 2015:


Empreendedorismo na Educação


- “Feira Nacional Do Empreendedorismo”, do Cebrac, na modalidade empresa de médio e grande porte (Londrina-PR)

- “Quíron - Educação Para O Protagonismo”, da Escola Quíron, na modalidade empresa de micro e pequeno porte (Curitiba-PR)

- “Projeto Leia Maripá”, plano de negócios de autoria de Teresinha Steffens (Maripá-PR)

- “Tecnologia Na Educação - Metodologia Classroom In Group”, projeto apresentado pelo estudante Ayrson Souza Santos (Maringá-PR)


Empreendedorismo Social


- “Empreendedorismo Social: Desenvolvendo Lideranças Transformadoras” na modalidade empresa de grande porte (Curitiba-PR)

- “Instituto Parar Como Estratégia Para Profissionalizar Os Gestores De Frotas E Implantar A Cultura De Segurança No Trânsito Nas Corporações” na modalidade empresa de médio porte apresentado pela GolSat (Londrina-PR)

- “Banco Comunitário Tupinambá”, na modalidade empresa de micro e pequeno porte, do Instituto Tupinambá (Belém-PA)

- “Gama.Tv” apresentado pelo estudante André José Montoro Varanda (Santana de Parnaíba - SP)

- “Cabeça De Coco Teatro De Bonecos”, plano de negócios apresentado por Abel Domingues Souza (Curitiba-PR)         


Empreendedorismo Econômico


- “Estudo De Valoração Econômica Total Da Reserva Natural Vale”, na modalidade empresa grande porte, da Vale (Rio de Janeiro – RJ)

- “Projeto De Confecção Diversificando A Atividade Econômica Local”, na modalidade empresa médio porte, apresentado pela Prefeitura de Telêmaco Borba (Telêmaco Borba – PR)

- “Metrô Elevado Sobre Pneus: Uma Alternativa Ao Metrô Subterrâneo Sobre Trilhos”, de autoria do estudante Rinaldo de Andrade Pinto (Curitiba-PR)

- “Uso Do Planejamento Avançado Como Serviço On-Line No Desenvolvimento Sustentável E Econômico De Empresas”, plano de negócios apresentado por Márcio Aleksandro Daniel (Sarandi – PR)

- “Aquarela jardins e harmonia de ambientes”, recebeu menção honrosa, da empresa Aquarela jardins e harmonia de ambientes (Curitiba – PR)


Empreendedorismo Ambiental


- “Transformando Lodo De Esgoto Em Adubo Orgânico E Diminuindo A Geração De Gases De Efeito Estufa”, na categoria empresa grande porte, da Sabesp (Botucatu – SP)

- “Campanha Squeeze”, na modalidade médio porte, apresentado pela empresa Cataratas (Foz do Iguaçu – PR)

- “Reaproveitamento De Resíduos Da Piscicultura: Unificando Bionegócios E Sustentabilidade”, na categoria micro e pequeno porte, apresentado pela PISCIS (Eusébio – CE)

- “Criação De Aplicativo Para Dispositivos Móveis Para O Descarte Correto De Resíduos Sólidos Em Curitiba”, plano de negócios escrito por Bernardo Vaz de Oliveira Soares (Curitiba-PR)

- “Concretoautoadensável Com Cinza Do Bagaço Da Cana-De-Açúcar Em Substituição Parcial À Areia”, elaborado pela estudante Marisa Fujiko Nagano (Maringá-PR)



(por Gustavo Loiola / Perspectivação – ISAE)


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quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Dr Ozires Silva participa de maneira inspiradora na primeira reunião da Cátedra em 2015.

(Membros do Conselho Deliberativo e Comitê Executivo recebem Ozires Silva - Foto: ISAE)

 
Na manhã de hoje, os membros da Cátedra, se encontraram no ISAE (Instituto Superior de Administração e Economia) para a primeira reunião de 2015. Com a participação do seu patrono Ozires Silva, seu coordenador Dr, Norman Arruda Filho e Conselho Deliberativo, os membros do Comitê Executivo compartilharam as conquistas e realizações do ano de 2014, e também apresentaram o planejamento das ações para 2015.


Em palavras inspiradoras, o Dr. Ozires parabenizou o trabalho dos membros e expos sugestões e direcionamentos para guiar as atividades desse ano.


(por Gustavo Loiola / Perspectivação – ISAE)

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sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Prêmio Ozires Silva chega à oitava edição.



O Prêmio Ozires Silva é uma iniciativa do ISAE e o GRPCOM, e no ano de 2015 chega a sua 8ª edição. A iniciativa avalia os melhores projetos nas áreas de empreendedorismo e sustentabilidade, que contribuam para o desenvolvimento da sociedade, divididos nas modalidades empresarial, comunidade acadêmica e pessoa física.

No próximo dia 11 de fevereiro, os projetos vencedores serão anunciados, a partir das 19h30, no Salão de Atos do Parque Barigui. A presença pode ser confirmada até dia 10, pelo email premio@isaebrasil.com.br


(por Gustavo Loiola / Perspectivação – ISAE)

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quarta-feira, 27 de agosto de 2014

8º Prêmio Ozires Silva de Empreendedorismo Sustentável.

Para saber mais clique aqui.


Uma iniciativa do Instituto Superior de Administração e Economia - ISAE e do Grupo Paranaense de Comunicação – GRPCOM, o Prêmio Ozires Silva de Empreendedorismo Sustentável estreia a sua 8ª edição. 

O Prêmio irá avaliar os melhores projetos nas áreas de empreendedorismo e sustentabilidade, que contribuam para o desenvolvimento da sociedade. Os inscritos serão divididos nas modalidades: empresarial, comunidade acadêmica e pessoa física. Já os projetos, serão separados nas categoriasEmpreendedorismo Econômico, Ambiental, Educacional e Social.
Os participantes que tiverem os seus trabalhos selecionados após a inscrição, terão a oportunidade de exibir os seus projetos nos Grupos de Trabalho e a chance de detalhá-los para uma banca avaliadora.
As inscrições do prêmio podem ser realizadas até 10 de dezembro, pelo site do prêmio. Os vencedores serão conhecidos durante a cerimônia de premiação.

Para saber mais clique aqui.

(Fonte: ISAE Brasil)

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sexta-feira, 25 de julho de 2014

Cátedra Ozires Silva participa de Oficina de Aprendizagem do Perspectivação, em Londrina.



Nos dias 23 e 24 de julho aconteceu no ISAE|FGV a Oficina "Como Elaborar Estudos de Casos", ministrada pelo professor executivo Goubert Bandera. Membros da Cátedra Ozires Silva foram convidados para participar da atividade do  Perspectivação por conta do Projeto de Publicação de Estudos de Casos. Este ano o objetivo central da Cátedra Ozires Silva em Londrina é investigar  Iniciativas Sociais de Empreendedorismo e Inovação Sustentáveis que contribuem para a construção da Cidadania.


(Fonte: ISAE|FGV)

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quinta-feira, 10 de julho de 2014

O Empreendedorismo Cívico de José Monir Nasser.

(“Economia do Mais – Coisas que você não ouvirá de nenhum outro economista - de José Monir Nasse 
Tríade Editora, 2003)”

Uma das razões da existência da Cátedra Ozires Silva é constituir-se em um espaço de construção de conhecimento para o empreendedorismo cujo patrono, inspirador e homenageado, Sr. Ozires Silva, defende apaixonadamente.

Para nossos caros amigos da Cátedra, gostaria de contar um pouco aqui do que se trata esse livro estupendo, e o quanto é bom trocar ideias sobre o que escreveu o memorável economista paranaense José Monir Nasser (1953-2013).

Como ele próprio definiu Economia do Mais – Coisas que você não ouvirá de nenhum outro economista é um livro incomum, um livro de advertências, “foi feito para provocar e não para teorizar”. Recolhimento das transcrições das 12 palestras presididas pelo economista e restaurador cultural José Monir Nasser, realizadas no I Curso Paranaense de Desenvolvimento Contemporâneo, entre 2001 e 2002 no Instituto Paraná Desenvolvimento (IPD).  

A começar pelo o que se entende de economia, Monir adverte que ficamos “desbussolados” por força de diferentes abordagens e modismos e aí vamos perdemos os fundamentos das coisas: “a economia é um conjunto de ações organizadas para produzir os meios materiais de sobrevivência humana. Qualquer acréscimo à ciência econômica deveria pautar-se nas novas maneiras de se obter esses meios”.

Empreendedorismo Cívico

Dos doze capítulos do livro, quatro discorrem sobre o que o autor define como “empreendedorismo cívico”, um empreendedorismo que longe da utopia, é real e factível. Nasser quer introduzir o leitor ao o que ele chama de nova competitividade de pequeno âmbito, uma progressiva possibilidade de organização econômica e um novo tipo de intervenção a que ele chama de empreendedorismo cívico, ou seja, um processo fruto de interações sociais repetidas para desenvolver os indivíduos capazes de produz capital social baseado nas identidades da sociedade, sob forma de valores. O capital social aqui tem o sentido amplo de compartilhar coisas comuns, seja um destino, um mito fundador ou uma profecia escatológica a que ele chama de civismo. Monir retoma Ortega y: “sociedade é o que se produz automaticamente pelo simples fato da convivência”. Monir é perseverante quanto ao argumento de que o Estado, as relações jurídicas e o mundo civil vem depois e que em qualquer sociedade há poder, mesmo antes de haver governo! Ou seja, grandes discussões! Discussões que mais vale discutir, ampliar, repensar, comparar, atenuar, contextualizar, ao invés de comodamente tomar a maniqueísta atitude do “só vale se for certo ou do errado”, do “concordo ou discordo”, diante de qualquer coisa.

Quando abrimos a consciência e nos libertamos um pouco do senso comum, esse livro se transforma em um exercício intelectual! Esteja pronto para recategorizar coisas nas quais acreditava!

Monir conta que a expressão “empreendedorismo cívico” foi usada pela primeira vez no processo de revitalização do Vale do Silício, quando seus executores publicaram um relatório de recomendações voltadas a processos de tomada de ação. Eles perceberam que não se pode criar identidade onde ela já não existe.

Outra conclusão é que o empreendedor cívico terá que começar onde pelo menos houver farrapos de identidade, onde puder promover a interatividade, onde ele pode escrever um enredo possível, no sentido de adequar ao o que é factível, a partir dos recursos que já se tem.

Ao mostrar exemplos, ele fala da região da Emilia-Romagna na Itália, e apresenta como a região foi capaz de tornar os envolvidos em um projeto comum mais competentes, o que se tornou o segredo da competitividade da região, ou como as interações fizeram com que a província basca de Mondragón tivesse expulsado do ambiente social a ganância, a vaidade e a dominação. Mesmo que talvez acreditemos que isso não seja tão plausível assim em contextos nacionais, é interessante ir a fundo a histórias da região da Emília-Romana e de Mondragón para sentir o quanto além de verossímeis, são possíveis! Não há modelos a seguir,  talvez essas experiências sejam irreproduzíveis, tais as suas especificidades...Tive a oportunidade de fazer esse exercício para minha dissertação de mestrado  quando estudava as interações que fizeram a potência do Arranjo Produtivo Local (APL) de Software de Pato Branco e região. Lá, acabamos por verificar, dentro de uma ótica de análise histórica e também a partir da abordagem institucional da economia, uma série de sinais de uma sociedade que soube, apesar das dificuldades, se desvencilhar do “descontinuismo político” em prol de um projeto comum para a cidade, o de se tornar referência no setor no Paraná. Academia, governo local e sociedade se juntaram as mãos pela sustentabilidade do projeto. Hoje a região é reconhecida e procurada por grandes investidores e interessados em aprender como avançaram institucionalmente o que resultou em uma aglomeração produtiva e inovadora na produção de tecnologia.

“O empreendedor cívico não quer mudar o mundo pois sabe que essa pretensão beira ao delírio!”. A assertividade de Monir é desconcertante: “sabe-se prisioneiro da identidade que só existe no pequeno âmbito. Não pode ultrapassar o pequeno âmbito, porque não pode atuar num vácuo de identidade: sem identidade não há confiança”.  E assim ele segue entre exemplos e em uma leitura divertida, rica e profunda ao mesmo tempo.

Comunidades de Desenvolvimento: mais Embraeres para o Brasil

Para explicar qualquer coisa, Monir toma a coisa pelo que ela é. Antes de ser adjacente a características e critérios criados por teorias, opiniões ou argumentos, correntes filosóficas, ideologias, ou o que quer que seja, a coisa tem a sua natureza intrínseca e inexpugnável e é sempre a partir daí, de maneira simples e didática, que ele começa.

A competitividade da firma, por exemplo, depende de uma tríade sistêmica que envolve: 1. sua própria competência; 2.condições econômicas; 3.entorno favorável. E essas condições impactam de maneira diferente cada uma das firmas. E mais além, ele constata que processos humanos, seja uma pessoa, uma firma, uma organização, uma comunidade,  ou um grupo social inteiro podem passar pela mesma via de desenvolvimento.

Para Monir, Mondragón, Emília-Romana, Jacksonville, os clusters dentro da perspectiva do Michael Porter ou a região de Heidelberg na Alemanha são categorias do que ele chama de comunidades de desenvolvimento, seja de competição, de talentos, locais ou de aprendizado. Comunidade de desenvolvimento pode ser tanto uma empresa quanto um território. Para ele, competitividade está intrinsecamente relacionado à semântica exercida dentro da comunidade de desenvolvimento, que ele define como um agrupamento de indivíduos que têm forte identidade local, um núcleo duro capaz vislumbrar objetivo comum com
oportunidade, à qual (interessante!) nenhum processo de globalização é capaz de impor-se unilateralmente, quando a comunidade cria uma inteligência própria, ela se adapta e se beneficia do que a globalização tem de bom, mas ela permanecerá inexpugnável!

A autocrítica de Monir lhe permite raros exemplos nacionais: “O maior exemplo de sucesso econômico brasileiro na economia globalizada é o avião brasileiro, resultado da interação do talento dos engenheiros do ITA, da capacidade de pesquisa do CTA do Ministério da Aeronáutica e da competência da gestão privada da Embraer.” Quando tudo começou, lá estava o nosso patrono, Sr. Ozires Silva a comandar a interação dos militares brasileiros com os melhores engenheiros aeronáuticos americanos e brasileiros!

Monir acredita em mais Embraeres para o Brasil!

Refletindo sobre isso, e tendo em mente a construção do conhecimento desde David Ricardo, Schumpeter, Penrose, o problema dos critérios de competitividade da firma envolve mais do que uma combinação de imaginação, de “bom senso” na gestão, de autoconfiança e de qualidades pessoais do empreendedor. Este problema vincula-se tanto às “expectativas” da firma, quanto à maneira que interpreta o seu “entorno”, em função de recursos tangíveis e intangíveis, internos e externos. É por isso que a institucionalidade não deve ser considerada como recurso dado, ela pode ser desenhada pela firma por meio de processos compensatórios de suas interações repetidas que fazem gerar, ou não, um espectro favorável ao florescimento dos talentos, ao crescimento e das comunidades de desenvolvimento.

Economia globalizada e a deflação construtiva

Mais atual do que nunca, pois trata de observações fundamentais, o livro também traz as diferenças entre a economia fechada e a economia globalizada na qual as empresas têm dois grandes desafios que se confundem com duas grandes oportunidades: a forte concorrência e o peso do mercado.
Monir chama a atenção à queda das fronteiras e a dispersão das tecnologias que reduzem as distâncias e o poder do mercado que vem do poder crescente de consumidores mais bem informados que obrigam as firmas a elevar a qualidade e baixar os preços, ou seja, o fenômeno de deflação construtiva (para diferenciá-lo da deflação destrutiva de 1929), porque o consumidor se beneficia sob a forma de preços mais baixos e de maior qualidade. Entretanto, diz Monir, essa mesma deflação construtiva é responsável por distúrbios no mercado de trabalho criados pela economia de custo que universaliza a automação, buscam fusões ou transferem sua produção para locais com custos menores.

O Mundo do Mais e o Mundo do Menos

Mas os conceitos centrais do livro envolvem o que autor diferencia entre o Mundo do Mais e o Mundo do Menos.

Baseando-se em elevados sentidos aristotélicos, Monir parte da hipótese de que o sentido da vida humana se realiza por amor à excelência, o agathon, ou seja, uma força vital que move qualquer processo humano. É o que o inspira a desenvolver o conceito do Mundo do Mais: “Santo Agostinho perguntado por que encomendara sapatos de um ateu, teria dito que o propósito do sapateiro é fazer bons sapatos, eis a razão do Mundo do Mais”. A lógica do Mundo do Menos é produzir quaisquer sapatos, de modo que dê menos trabalho possível, mesmo que comprometa a qualidade, ou seja, a procura da excelência substituída pela obsessão do menor esforço.

Pessoas, firmas, organizações, comunidades do Mundo do Mais “se comprometem com a qualidade, com produzir valor para os outros e para si próprio e usufrui deste aprendizado em forma de prosperidade e qualidade de vida”. Enquanto o Mundo do Menos, hipnotizados pelo menor esforço,  propõe sempre menos: menos valor, menos salário, menos qualidade, “irremediavelmente preso à própria armadilha, quanto mais procura abaixar o custo mais o valor vai embora, mais os talentos desertam e mais a pobreza impera.”

Monir descreve com presteza as experiências de Jacksonville e como indicadores de qualidade serviram para melhorar o debate, criar uma agenda limpa fazer com que a comunidade percebesse que as coisas estão interligadas, mais qualidade de vida, mais prosperidade (e o inverso). Ele demonstra, por exemplo, como os negócios do Mundo do Mais dependem mais das condições comunitárias e das interações desenvolvidas, ao constatar o que levou e os desafios de Mohammed Yunus para fundar o banco de microcrédito Grameen descritos magnificamente no livro. E por aí vai mostrando em toda a obra como os negócios do Menos têm base dependente de condições econômicas e como os negócios do Mundo do Mais convocam entusiasmadamente todas as fontes de valor possíveis: cientistas, artistas, bons profissionais, talentos, novas tecnologias; e aumenta o valor das coisas, serviços e processos, tornando a todos mais produtivos.

Palavras finais pela Talentópolis

Monir chamava muito a atenção para o que ele chamava de "projeto civilizatório Brasil". Bastante autocrítico, jamais tampava o sol com qualquer peneira! O capítulo sobre a Talentópolis ressalta bem isso levando o brasileiro a fazer um exame de consciência sobre o “savoir vivre da alma brasileira” e seu “belíssimo pragmatismo às avessas”. É extraordinário.

Por outro lado, enobrece empreendimentos brasileiros fantásticos e de como os brasileiros podem ser insuperáveis quando conseguem fazer com que sua criatividade combinada com inteligência funcionem melhor em grupo. Ele mostra inúmeros exemplos de como o Brasil se supera. O Brasil que deu certo para o Monir é o país que tropicalizou a soja, que a produz de norte a sul do país, obra do Programa Brasileiro de Melhoramento da Soja, iniciado em 1964. Ou como a Estação Experimental de Trigo de Bagé desenvolveu nosso trigo; o desenvolvimento da tecnologia de barragens de concreto por Itaipu; os ganhos do Brasil com a indústria aeronáutica e a Embraer; a tecnologia do álcool carburante; como se tornou maior produtor de frango do mundo; ou como significativo produtos de papel e celulose; a melhor tecnologia do mundo para extração de petróleo de águas profundas; como o Brasil detém todo o ciclo de enriquecimento de urânio; o primeiro transplante de coração....

Economia do Mais é um livro único. E o único livro que eu conheço que justifica a escolha de seu formato, trazendo uma “Advertência à Academia”. É para libertar “propositadamente o autor de diversos constrangimentos inférteis: a rigidez acadêmica, a diarreia bibliográfica, a tirania da padronização científica e a praga das notas de rodapé.” E nos convida a “ quebrar o marasmo e a seguir viagem...”

Uma viagem que conduz o leitor a compreender gradualmente nossas fortalezas e fraquezas, sem máscaras do politicamente correto. E constata, como parte da nossa natureza, princípios do Mundo do Mais e do Mundo do Menos convivem simultaneamente em nossas mentes. Entretanto, nutre-se sempre por uma esperança de que existe uma única ética empresarial possível capaz de amalgamar a todos nós, quando a ampliamos essa compreensão para outros setores da nossa vida: é o sapateiro fazendo bons sapatos!



Patrizia Bittencourt Pereira, Linguista, mestre em Desenvolvimento Econômico pela UFPR. Trabalha no Sistema Federação das Indústrias do Estado do Paraná (FIEP) desde 2005 e há 3 anos integrou a equipe do Centro Internacional de Formação de Atores Locais para a América Latina (CIFAL), um programa do Serviço Social da Indústria (SESI) em parceria com o Instituto das Nações Unidas para Treinamento e Pesquisa (UNITAR/ONU), onde se dedica a projetos de treinamento avançado em Gestão Urbana e Urbanização Sustentável para gestores públicos da América Latina. Desde 2010, dedica-se ao estudo e pesquisa sobre Economia Criativa, território; novos padrões, modelos de negócios e interações criativas. Colabora e é membro da Cátedra Ozires Silva de Empreendedorismo do Instituto Superior de Administração e Economia ISAE/FGV; Rede de Economia Criativa do Paraná (REDEC) e Rede Crie Futuros.


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sexta-feira, 30 de maio de 2014

O contexto internacional e brasileiro da economia criativa.

                                                


A economia criativa tem ocupado a pauta de diversos governos e de organizações internacionais e nacionais de modo mais intenso nos últimos cinco anos embora apresente uma trajetória anterior. O que é possível perceber é que ainda não há pontos de consenso nas correntes teóricas, mesmo assim vários estudos se intensificam na busca de meios operacionais para a base conceitual e começam a surgir alguns resultados empíricos em modelos sobre economia criativa, classes criativas e cidades criativas (Procopiuck e Freder).

Nas principais discussões sobre o tema, entende-se que o mesmo tem sua base principal em setores econômicos que tem por base o conhecimento, as ideias e a criatividade. Tem sido abordada de maneira transversal e multidisciplinar nas áreas de inovação, economia da cultura, empreendedorismo, sustentabilidade, entre outras. O autor inglês John Howkins em seu livro “The Creative Economy”, entende que a Economia Criativa são as atividades nas quais resultam em indivíduos exercitando a sua imaginação e explorando seu valor econômico e também afirma que a economia criativa sempre existiu, mas por ter a base no intangível ficou às margens do sistema econômico tradicional.

No Brasil, por meio do Ministério da Cultura - MinC, desde 2011 vem sendo implementados programas e ações de fomento e incentivo e que tem promovido o tema. As setores incluídos pelo  MinC em seu Plano Brasil Criativo são os vinculados à cultura com a inclusão das criações funcionais. São elas:

    · Patrimônio (material, imaterial, arquivos, museus);
          · Expressões culturais (artesanato, culturas populares, culturas indígenas, culturas afro-brasileiras, artes visuais, arte digital);
          ·  Artes de espetáculo (dança, música, circo, teatro);
          ·  Audiovisual, livro, leitura e literatura (cinema e vídeo, publicações e mídias impressas); 
          ·  Criações funcionais (moda, design, arquitetura).

Mas em outros países, tem-se observado o tema não se encerra na área cultural e abrange outras áreas, tais como: software, games, turismo, urbanismo, propaganda, publicidade, gastronomia, ciência e tecnologia.

Acerca dos dados sobre a cadeia produtiva no Brasil, a FIRJAN publicou uma nota técnica em 2011 e  aponta que atividades relacionadas e de apoio ao núcleo criativo, a participação no Produto Interno Bruto (PIB) nacional pode chegar a de 18,2% e equivale a movimentação de R$ 667 bilhões. Na pesquisa foram considerados setores de serviços que tem a criatividade como parte principal do processo produtivo, segmentos de provisão direta de bens e serviços ao núcleo criativo e compostos em grande parte por indústrias e empresas de serviços fornecedoras de materiais e elementos fundamentais para o funcionamento do núcleo, e atividades que englobam provisão de bens e serviços de forma indireta.

Por ser um conceito em construção os parâmetros utilizados para entender a área podem compreender a criação, produção e distribuição de produtos e serviços que usam a criatividade, o ativo intelectual e o conhecimento como principais recursos produtivos e incorpora elementos tangíveis e intangíveis dotados de valor simbólico.

No grande leque de entendimentos acerca do termo, cabe citar a referência dada à Economia Criativa por organizações internacionais e pelo MinC no Brasil:

A UNESCO adota o conceito da Economia da Cultura que engloba atividades relacionadas [...] à criação, produção, e comercialização de conteúdos que são intangíveis e culturais em sua natureza. Estes conteúdos estão protegidos pelo direito autoral e podem tomar a forma de bens e serviços. São intensivas em trabalho e conhecimento e que estimulam a criatividade e incentivam a inovação dos processos de produção e comercialização (Unesco, 2005) .

Já a UNCTAD entende que Economia Criativa é o ciclo que engloba a criação, produção e distribuição de produtos e serviços que usam o conhecimento, a criatividade e o ativo intelectual como principais recursos produtivos. É um dos setores mais dinâmicos do comércio internacional, gera crescimento, empregos, divisas, inclusão social e desenvolvimento humano (Unctad, 2005).

Para o MinC a Economia Criativa contempla as dinâmicas culturais, sociais e econômicas construídas a partir do ciclo de criação, produção, distribuição, circulação, difusão e consumo de bens e serviços oriundos dos setores criativos, caracterizados pela prevalência de sua dimensão simbólica (MinC, 2012).

De forma geral, as ações propostas para implementação do tema no Brasil estão fortemente vinculadas às políticas culturais e este fato pode comprometer a implementação da proposta brasileira, entre as dificuldades pode-se citar a articulação com outras políticas públicas, resistência no compartilhamento de orçamento em nível regional e nacional e prejudicando a discussão com setores econômicos vinculados a economia e indústria tradicional.


Referências

Brasil. Plano da Secretaria da Secretaria da Economia Criativa: políticas, diretrizes e ações, 2011 - 2014. Brasília: Ministério da Cultura, p. 154. 2011.
FIRJAN - Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro. A cadeia da indústria criativa no Brasil. Rio de Janeiro: Firjan, 2008.32 p.
UNCTAD - United Nations Conference on Trade and Development. Creative Economy: the challenge of assessing the creative economy - towards informed policy-making. Geneva: United Nations, 2008.331 p.
_______. Creative Economy: a feasible development option. Geneva: United Nations, 2010.392 p.
_______. Fortalecendo as industrias criativas para o desenvolvimento. Geneva: United Nations, 2011.76 p.
_______. Creative Economy Programme Geneva: United Nations Conference on Trade and Development, 2013. Disponível: <http://unctad.org/en/Pages/DITC/CreativeEconomy/Creative-Economy-Programme.aspx>, em: 23/01/2013.
Unesco - United Nations Educational, Scientific and Cultural Organization. The Creative Cities Network. Paris: 2013.


Schirlei Mari Freder, Administradora, fotógrafa, mestranda em Gestão Urbana (PUCPR), especialista em Gestão Social e Desenvolvimento Sustentável, Diretora da Creare Consultoria. Docente, conteudista e pesquisadora nas áreas de Gestão das Organizações, Empreendedorismo Social e Economia Criativa. Desenvolve atividades voluntárias em diversas organizações entre elas Conselho Regional de Administração do Paraná; a Cátedra Ozires Silva; Conselho Polônico no Brasil; ABCR/PR. (e-mail de contato: crearegs@gmail.com)

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Cátedra Ozires Silva na Conferência Internacional de Cidades Inovadoras - CICI2014.



De 07 a 09 de maio acontece a Conferência Internacional de Cidades Inovadoras - CICI 2014, são vários eventos paralelos na programação. No dia 08/05 das 9h00 as 12h00 acontece o Fórum Diálogos Inovadores, onde haverá uma mesa redonda da Cátedra Ozires Silva sobre a temática “Inovação, Empreendedorismo e Sustentabilidade em Comunicações  Inovadoras”. Com apresentações de Sandro Binello – Instituto Eneagra – “Comportamento dos Indivíduos”, Meg Mamede – Cultura in Company – “Comunicação e Cultura na Blogosfera: Construindo Reputação”, Mário Alencastro – Grupo Uninter – “Ética e Responsabilidade Socioambiental”, John Jackson Buettgen – Centro Tecnólogico Positivo – “O Papel do Indivíduo no Impacto Social das Organizações”, Fábio Fagundes – JCI – “Empreendedorismo Social – O Case JCI”, Nelson Castanheira – Grupo Uninter – “Redes Sociais Profissionais” e Ricardo Dellamea – Sebrae – “Inovação Aberta e Start-ups, Antonio Raimundo – ISAE – “Inovações Educacionais: Desafios e Resistências", com mediação de Gustavo Fanaya – IBQP.

Serviço:
Conferência Internacional de Cidades Inovadoras - CICI2014
Onde: Universidade Positivo (Rua Prof. Pedro Viriato Parigot de Souza, 5300 - CIC, Curitiba)
Data: de 07 a 09 de maio de 2014.
Informações: (41) 3264-2246  ou (41) 3264-2270


(Fonte: CICI2014)

terça-feira, 8 de abril de 2014

Sustentabilidade como diferencial competitivo.

Não é de hoje que a sustentabilidade tem ganhado espaço no planejamento estratégico das empresas. Cada vez mais empreendedores enxergam a sustentabilidade como fonte de vantagem competitiva e lucro. É o que indica pesquisa da MIT Sloan Management Review e o The Boston Consulting Group que acompanha a evolução da percepção da sustentabilidade.

Esse estudo contou com milhares de executivos e gerentes em todo o mundo e detectou que a sustentabilidade já se tornou elemento permanente da agenda de muitas empresas e de lucro para algumas. Dos entrevistados, 37% relataram lucro associado à sustentabilidade (sendo que em 2011, esse indicador era de apenas 23%). Além disso, 48% das empresas modificaram seus modelos de negócio em decorrência das oportunidades geradas pelas ações de sustentabilidade – um salto de 20% na comparação com o levantamento anterior.

Já é de amplo conhecimento que as empresas, cujos valores são percebidos como positivos pela sociedade, tendem a ter uma vida longa. Isso se aplica a empresas de qualquer tamanho, e os empreendedores brasileiros já despertaram para esse cenário. Um levantamento do Sebrae mostra que, de fato, as empresas nacionais, em sua maioria, realizam ações com foco na sustentabilidade. A pesquisa ouviu 3.912 empresários de micro e pequenas empresas no Brasil, destes 70,2% realizam coleta seletiva de lixo; e fazem controle do consumo de papel (72,4%), água (80,6%) e energia (81,7%).

Essas iniciativas que vão desde o uso dos recursos humanos à mitigação de impactos no ambiente, são o marco inicial para gerar oportunidade e fonte de lucro como empreendedor, além de contribuir com o desenvolvimento sustentável do planeta, simultaneamente. Embora a pesquisa mostre que são ações pontuais, sai na frente quem passa a incorporar valores como esses no DNA dos seus negócios. 


(por Norman de Paula A. Filho originalmente para Gazeta do Povo – Caderno Empreender FEV/2014)



Norman de Paula Arruda Filho – Presidente do ISAE/FGV, presidente do capítulo brasileiro do PRME Chapter Brasil, professor do Mestrado Profissional em Governança e Sustentabilidade do ISAE e Coordenador da Cátedra Ozires Silva de Empreenedorismo e Inovação Sustentáveis.

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Cátedra Ozires Silva de Empreendedorismo e Inovação Sustentáveis participa da pesquisa GEM (Global Entrepreneurship Monitor).





Na quinta-feira, 27 de fevereiro, a Cátedra Ozires Silva participou no IBQP (Instituto Brasileiro Qualidade e Produtividade), da apresentação dos resultados da pesquisa GEM 2013. A iniciativa contempla diversas questões relacionadas ao empreendedorismo e outros fatores que influem a atuação empreendedora no Brasil. Ainda, no encontro, a Cátedra foi convidada a elaborar perguntas da pesquisa de 2014 que contemplará assuntos voltados à sustentabilidade.


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sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

7ª Edição do Prêmio Ozires Silva de Empreendedorismo Sustentável divulga vencedores 2014.

(Foto: Luis Batista)


No último dia 12 de fevereiro, o Museu Oscar Niemeyer (Curitiba-PR) foi palco da cerimônia de entrega do 7° Prêmio Ozires Silva de Empreendedorismo Sustentável que reuniu cerca de 270 pessoas, dentre finalistas, autoridades e empresários de diversos estados do país.

O prêmio condecora os melhores projetos de empreendedorismo e sustentabilidade do Brasil buscando incentivar práticas e ideias que contribuam para o desenvolvimento da sociedade. Nesta edição, se inscreveram ao todo mais de 90 pequenas, médias e grandes empresas, pessoa física (Plano de Negócios) e comunidade acadêmica nas categorias Empreendedorismo Econômico, Ambiental, Educacional e Social.

Segundo Dr. Norman de Paula Arruda Filho, presidente do ISAE/FGV “com iniciativas como o Prêmio é que conseguimos fomentar a prática de ações sustentáveis que objetivem atingir as metas do milênio. Temos muito orgulho em contribuir para a difusão de projetos impactantes para a sociedade atual.”

O Dr. Ozires Silva é engenheiro formado pelo ITA e destaca-se por sua contribuição no desenvolvimento da indústria aeronáutica brasileira. Foi um dos fundadores da Embraer, presidente da Petrobras e, posteriormente, ministro da Infraestrutura. Já publicou cinco livros e recebeu diversas condecorações internacionais. Seu nome dá título ao prêmio e também a uma cátedra no ISAE/FGV.

               Este ano, o prêmio estreia uma nova categoria, a de Liderança Globalmente Responsável. A personalidade escolhida foi Elias Tavares Sampaio. Ele é maestro, coordenador-técnico e diretor artístico do Sistema Estadual de Bandas e Orquestras do Amapá, um líder que transforma a vida de jovens e crianças por meio da música.

Confira os 19 vencedores do 7° Prêmio Ozires Silva de Empreendedorismo Sustentável 2014 que tem correalização do SEBRAE/PR, patrocínio da ITAIPU e apoio do World Trade Center (WTC) Curitiba e do Capítulo Brasileiro do Pacto Global:

Empreendedorismo na Educação

·           “Aspectos Educacionais de um Sistema de Medição com Aplicações em Design, Arquitetura e Engenharia: Abordagem Didática de uma Maleta Portátil” do estudante Paulo Urbano Avila (São Paulo-SP)
·           “As Aventuras de Bomberix” plano de negócios de Marcelo de Carvalho (Curitiba-PR)
·           “Programa Jovens Profissionais do Desenvolvimento” da Sociedade Global na modalidade empresa de micro e pequeno porte (Curitiba-PR)
·           “Água: Conhecimento para Gestão” do Parque Tecnológico Itaipu de na modalidade empresa de médio-grande e grande porte (Foz do Iguaçu-PR)
·           “Programa Cultivando Água Boa: Educação Ambiental para Sustentabilidade” menção honrosa para Itaipu Binacional (Foz do Iguaçu-PR)

Empreendedorismo Social

·         “TA+ Tecnologia Assistiva” de autoria de Sandra Sueli Vieira Mallin (Curitiba-PR)
·         “A Responsabilidade Socioeconômica e Ambiental na Sustentabilidade e Desenvolvimento Local: Estudo de Caso da Associação de Catadores Resol” plano de negócios apresentado por Elgson Decarle de Oliveira (Curitiba-PR)
·         “O Índice de Desenvolvimento da Educação Especial como ferramenta para melhoria contínua da gestão de Escolas Especiais” na modalidade empresa de micro e pequeno porte ASID Brasil (Curitiba-PR)
·         “Programa Cuide-se+ de prevenção ao uso de álcool e outras drogas e prevenção do câncer” na modalidade empresa de médio-grande e grande porte apresentado pelo SENAI-PR (Curitiba-PR)
·         “Projeto Geração de Renda” também na modalidade empresa de médio-grande e grande porte Dudalina (Blumenau-SC)
           
Empreendedorismo Econômico

·         “Aumento da produção de etanol e da valorização do óleo fúsel pela produção de álcool isoamílico integrada à produção de etanol” plano de negócios escrito por Magno José de Oliveira (Campinas-SP)
·         "Pré-Incubação de Projetos de Empresas em Telêmaco Borba Gerando Novos Negócios” na modalidade micro e pequeno porte SENAI-PR (Curitiba-PR)
·         “Eu que Fiz Selecta/Duas Rodas” na modalidade médio-grande e grande porte da empresa Duas Rodas (Jaraguá do Sul-SC)
·         “Crédito Produtivo e Orientado: Inovação e Crescimento Gradativo” menção honrosa para a empresa Confia Microfinanças e Empreendedorismo (São Paulo-SP)

Empreendedorismo Ambiental

·         “Habitações Sustentáveis executada com Passivos Ambientais” da estudante Eglimaria Pereira Munhóz (Foz do Iguaçu-PR)
·         “Melhoria da saúde de agricultores familiares através da implantação de técnicas de saneamento na agricultura familiar” o plano de negócios de Jefferson de Queiroz Crispim (Campo Mourão-PR)
·         “Reserva Particular de Desenvolvimento Sustentável (RPDS)” da Companhia Brasileira de Conservação de Florestas na modalidade de empresa de micro e pequeno porte (Curitiba-PR)
·         “Recomposição da Vegetação em um trecho da Orla da Praia na Figueira” do Porto Itapoá na modalidade empresa de médio-grande e grande porte (Itapoá-SC)
·         “Piscicultura sustentável: dos resíduos à geração bionegócios” menção honrosa para a empresa Piscis (Jaguaribara-CE)

Leia mais na revista Perspectiva ISAE especial sobre o prêmio.

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